De Lisboa a Cascais. Seguindo a margem do rio
Se estiveres de visita em Lisboa uma das minhas recomendações é acercar-se a Cascais.
Pode-se ir no comboio, pela auto-estrada A5, o seguindo pela margem do rio Tejo, passando a sua desembocadura no imenso Atlântico.
Para começar, desde qualquer ponto de Lisboa, deves procurar chegar até ao Rio e virar à direita e seguir “a direito”. Podemos dizer que desde que mantenhas o Rio perto e do teu lado esquerdo, seguro que chegarás ao destino.
Pelo caminho passaremos pelo Bairro de Belém, conhecido pelos seus famosos Pastéis de Belém (merece a pena uma paragem rápida), tenham em conta que alguns dos monumentos mais importantes da cidade (Mosteiro dos Jerónimos, Torre de Belém, Padrão dos Descobrimentos, Palácio da Ajuda, Palácio de Belém, são muitos), estão nesta zona…
Uma vez recarregadas as energias, seguimos a nossa viagem e una vez que passamos por Algés saberemos que estamos deixando a cidade de Lisboa (o Cristo Rei e a Ponte 25 de Abril ficaram muito para trás).
Passaremos por Caxias, Paço de Arcos, nesse momento passaremos pela desembocadura do Tejo no Oceano Atlântico.
Em pouco tempo passamos por Oeiras, que tem vários pontos que podem merecer a pena fazer uma paragem. A sua larga praia, a piscina oceânica com água do mar, e desde há pouco tempo uma pequena marina, equipada com cafés, restaurantes, e alguns bares para terminar em boa onda o dia…
Ao lado há uma torre que serve de referencia, não só porque estamos a chegar à marina, e que a seguir encontraremos a conhecida praia de Carcavelos – muito larga e comprida, com vários cafés e restaurantes. É muito frequentada pelos surfistas.
Passaremos pela Parede e chegaremos ao Estoril. Seguramente que esta localidade é reconhecida por todos. Foi a residência oficial de D. Juan de Borbón durante o seu exílio em Portugal; pelo seu circuito de velocidade – onde até não há muitos anos se disputava o grande prémio de F1 de Portugal, e onde atualmente se disputam as corridas de Motas; por dar o nome ao torneio de ténis Estoril Open. Como curiosidade, o Casino do Estoril está considerado como o maior da Europa.
Passados estes cerca de 25 km., chegamos a nosso destino, Cascais. Esta cidade foi durante muitos anos uma vila de pescadores. Tem várias urbanizações de muito alto nível, utilizadas tanto como residência habitual como de férias. Atualmente está apostando pelo turismo, oferecendo uma ampla gama de hotéis e apartamentos.
Tens que percorrer o centro a pé, acerca-te às suas praias e prainhas. Desde a marina (preparada para umas 600 embarcações onde também não faltam lugares para comer, jantar ou tomar uma bebida), tem umas magníficas vistas sobre a baia.
Não deixeis de aproximar-vos e ver a Boca do Inferno, uma de essas maravilhas que temos a sorte que a natureza nos oferece. Neste caso a força do mar, “desenhou” uma ponte na enorme parede de rocha.
Muito perto esta a praia do Guincho. É muito conhecida pela sua localização, rodeada de dunas, pelos seus campeonatos de windsurf, pelas zonas para fazer picnic cobertos por pinheiros, etc. Nos poucos kilómetros que a separam de Cascais, podes encontrar vários restaurantes com vistas panorâmicas sobre o Atlântico. Quase que posso garantir que gostarão muito da comida, mas não posso garantir que sejam as opções mais económicas…
Chegados a este ponto há que tomar uma decisão difícil. Seguir em direção ao Cabo da Roca, o ponto mais ocidental da nossa Europa Continental, onde podes conseguir um certificado que comprova esta “enorme façanha”, e seguir até Sintra (outra maravilha que não podes perder). Se considerares que já se fez tarde, há que dar a volta e regressar a Lisboa.
É um dia muito completo. Se decidis dar a volta, e regressar em sentido contrário, também pela margem do Rio e, sobretudo sei já é de noite, o contraste será tão grande que não parece que seja o mesma caminho…
Em breve vou a estar por ali. Quem sabe se nos veremos…
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